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Jornal Padrão Online

 

 

E nem deu certo

 

Pane no sistema de inscrições. Prova furtada na gráfica. Um lote de avaliações impresso com erros e perguntas embaralhadas .Isto foi o que se constatou nas edições do ENEM de 2009 e 2010, mas mesmo assim as irregularidades continuam.

O que era para ser um sistema de avaliação diferente , inovador, capaz de medir quais as construções que um aluno conseguiu efetuar ao terminar a educação básica, uma coisa ficou clara: o ENEM, ano após ano , tem demonstrado de modo variado, sua incompetência para garantir a lisura e a eficiência na confecção e na aplicação do exame .

Trapaças em exames não são um problema exclusivo do Brasil. Todo ano, as fraudes levam à anulação de milhões de provas SAT, o exame unificado americano . Mas essas fraudes são,  em geral, resultados de trapaças isoladas, como alunos colando na prova. No Brasil, por três anos consecutivos, o ENEM foi corrompido por negligencia  e incompetência das próprias autoridades  que elaboram e aplicam a prova .

O caso, neste ano, envolveu uma irregularidade original que beneficiou  1000 alunos de uma só escola em Fortaleza . A vantagem consistiu em responder e corrigir com antecedência 14 das  180 questões que fizeram parte do caderno definitivo do ENEM . Essas 14 perguntas constavam de um simulado interno realizado pelo próprio Ministério da Educação, com alunos da escola, em 2010.

Embora o processo da fraude ainda não tenha sido inteiramente concluído, isto é inaceitável, vergonhoso e vexatório . Se existiu vazamento em Fortaleza pode ter havido em outros estados .

O que fica disto tudo é insegurança , falta de credibilidade no Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (INEP). Aprimorar sistemas de controle é urgentemente, preciso . O certo é que o ENEM ainda não deu certo.

 

Maria Tereza Bento Pimentel Ramos – 9º ano

 

 


 

Entrevista com Rosina Turano Mota

 

            Rosina Turano Mota é educadora, diretora e fundadora do Colégio Padrão, escola da rede particular de ensino em Montes Claros, atende desde a Educação Infantil ao Ensino Fundamental. Em decorrência da sua experiência e da sua posição profissional, questionamos seu ponto de vista quanto ao ENEM e sua credibilidade nos dias atuais.

 

 -O sindicato das escolas da rede particular de ensino quer acabar com o ENEM. Qual a sua opinião a respeito disso?

 

            Pelo terceiro ano consecutivo o ENEM apresentou problemas que colocaram em xeque a credibilidade da prova, que deveria ser modelo e estímulo para os candidatos.

            Não sou contra a aplicação de ENEM, mas contra a forma como ele é conduzido e divulgado.

            Se ocorrem falhas e distorções, os estudantes deixam de valorizar uma prova que foi criada para avaliar a qualidade do Ensino Médio e depois passou a ser utilizada como forma de entrada de alunos, principalmente os oriundos das escolas públicas, no Ensino Superior.

            Acredito que o ENEM poderá vir a ser um instrumento confiável para avaliação e aprimoramento do Ensino Médio. Contudo, na atual situação, ele não pode ser utilizado para estabelecer um ranking.

            Aliás, o próprio ministro da educação já declarou que o objetivo do ENEM não é o de classificar as escolas. E eu diria que não é ainda um parâmetro para comparar uma escola de Ensino Médio com outra.

 

 

Alunos: Daniel Neri e Igor Mendes. 6ª Série/ 7º anoEntrevista com Rosina Turano Mota

 

            Rosina Turano Mota é educadora, diretora e fundadora do Colégio Padrão, escola da rede particular de ensino em Montes Claros, atende desde a Educação Infantil ao Ensino Fundamental. Em decorrência da sua experiência e da sua posição profissional, questionamos seu ponto de vista quanto ao ENEM e sua credibilidade nos dias atuais.

 

 -O sindicato das escolas da rede particular de ensino quer acabar com o ENEM. Qual a sua opinião a respeito disso?

 

            Pelo terceiro ano consecutivo o ENEM apresentou problemas que colocaram em xeque a credibilidade da prova, que deveria ser modelo e estímulo para os candidatos.

            Não sou contra a aplicação de ENEM, mas contra a forma como ele é conduzido e divulgado.

            Se ocorrem falhas e distorções, os estudantes deixam de valorizar uma prova que foi criada para avaliar a qualidade do Ensino Médio e depois passou a ser utilizada como forma de entrada de alunos, principalmente os oriundos das escolas públicas, no Ensino Superior.

            Acredito que o ENEM poderá vir a ser um instrumento confiável para avaliação e aprimoramento do Ensino Médio. Contudo, na atual situação, ele não pode ser utilizado para estabelecer um ranking.

            Aliás, o próprio ministro da educação já declarou que o objetivo do ENEM não é o de classificar as escolas. E eu diria que não é ainda um parâmetro para comparar uma escola de Ensino Médio com outra.

 

 

Alunos: Daniel Neri e Igor Mendes. 6ª Série/ 7º ano


 

 

Entrevista com Matheus Prates Coelho

 

            Mateus Prates Coelho é um jovem muito estudioso que passou em vários vestibulares ao concluir o Ensino Médio. Ele sempre estudou no Colégio Padrão, ficou em primeiro lugar nas Faculdades Pitágoras como treinante e em primeiro lugar no vestibular, da mesma faculdade, quando já podia concorrer a uma vaga. Foi aprovado com boa colocação em diversas instituições de ensino superior, inclusive em Medicina na UNICAMP e perguntamos sua opinião sobre o ENEM.

 

 -O que você acha sobre o Enem?

 

     Eu acho um processo seletivo de bastante pertinência no contexto sócio geográfico do país, uma vez que permite uma integração inter regional no ensino superior, além de contribuir para a polarização do processo do conhecimento no Brasil.

 

-O que você acha sobre o formato da prova?

 

      Penso que seja um formato bastante válido, apesar da pouca experiencia brasileira em lidar com ele. Já é usado nos Estados Unidos há décadas e tem funcionado muito bem por lá.

 

-Mas 180 questões não são muitas?

 

      Realmente esse número de questões demanda uma preparação especifica por parte do candidato. Mas no geral acho que é bom e justo, uma vez que diminui o peso relativo de qualquer ''deslize''ou questão marcada no gabarito, o  que ocorre com frequência.

- Você  fez as provas nos dois dias ? Por que?

 

-Conhece alguém que passou no Enem?

 

      Sim, muitos amigos meus passaram em várias faculdades federais com base em suas notas no Enem.

 

 

 

      [Risos] São esperados algumas situações nesse estilo, tendo em vista, dimensão do exame e a pluralidade dos examinados. 

 

Alunos: Gustavo Veloso, João Pedro Brant, Pedro Paulo Gorayeb, Francisco Júnior. 6ª Série/ 07º ano

 



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